O que você faz no seu trabalho?

Postado em Administração Geral, Comportamento, Opinião em 10/11/2009 por ralphneves

Outro dia estava eu a refletir sobre minha vida profissional e me fiz essa pergunta: o que eu faço no meu trabalho? Não satisfeito com minha resposta, afinal de contas, eu não vou falar mal de mim mesmo, resolvi passar a pergunta para frente, indagando alguns colegas. Achei interessante essa resposta:

“Trabalho de 7 as 17 h. Geralmente chego uns 15 minutos atrasado, pois tenho que um dos meus filhos na escola. Ao chegar à empresa, vou tomar um cafezinho na cantina, onde acabo encontrando alguns colegas e o assunto acaba rendendo: pelada do final de semana, futebol, economia etc.

Por volta das 8 horas vou à minha sala e olho os relatórios gerados por um dos meus colegas. Quando há algum problema, preciso correr atrás do prejuízo, pois até às 10 horas é preciso corrigir as falhas que porventura aparecerem nos relatórios. Quando nada de grave acontece, aí sim vou para a internet olhar meus e-mails, vê se há alguma novidade.

Caso tenha alguma mensagem do chefe, é correr para resolver. Em caso negativo, posso abrir todas as mensagens e também entrar em outros sites para ver as notícias do dia. Por volta das 9:30, o pessoal torna a se reunir na cantina para o lanche e colocar os assuntos em dia.

Após esse intervalo, volto à sala e vejo se há alguma pendência ou algo muito urgente para ser resolvido. O horário de almoço é de 11 às 13 horas. À tarde, também chego atrasado uns 15 minutos, pois preciso levar o outro filho à escola. Como de costume, aquele cafezinho para ‘cortar’ o sono e comentar o noticiário da hora do almoço. Depois disso, serviços de rotina, como preparar alguma correspondência, despachar alguns itens, dar andamento a alguns processos etc. Às 15 horas, intervalo para o lanche. Por volta de 16:45 h tenho que ir embora, pois ainda tenho que buscar meu filho na escola.”

Depois desse relato fico me perguntando: será que trabalhamos mesmo? Esse relato é uma exceção ou é a regra? Segundo alguns estudiosos, vai chegar o tempo em que não existirá mais trabalho fixo e sim prestação de serviços. Você será contratado para resolver alguns problemas e não terá horário fixo, receberá pelos resultados alcançados. Será que isso realmente vai acontecer? Com a palavra, meus leitores.

“Devo, não nego. Pago quando puder.”

Postado em Administração Geral, Opinião em 09/11/2009 por ralphneves

Esta é a frase preferida dos inadimplentes. E infelizmente, é com eles que nós administradores temos que lidar. A inadimplência é tão importante hoje no dia-a-dia financeiro das organizações, que ela já aparece em todos os cálculos que são realizados, seja visando o aumento de receitas, seja para a redução de custos.

A pergunta que me faço como administrador é: o que fazer com os inadimplentes? E aí surge outra dúvida: como reagir quando a resposta é “não tenho dinheiro”? Talvez essa seja uma das piores situações vivenciadas pelo empresário diante de sua organização e de seus clientes. Muitas vezes o cliente até deseja pagar a conta, mas não tem o dinheiro. Ainda mais quando se trata de bens não supérfluos.

Pois bem, não vamos ficar somente conjeturando, vamos tentar achar soluções para o problema exposto. O primeiro passo é você tentar o máximo possível de controle sobre suas finanças. Como assim? Se você tem a receber no dia 10 e o pagamento não foi feito, cobre no dia 11. Pode ser que o cliente realmente não tenha o dinheiro, mas pode ser também ele tenha esquecido. Quanto mais você demorar na cobrança, há maior possibilidade daquele dinheiro destinado ao pagamento mudar de mãos.

A inadimplência é um dos grandes monstros que todo Administrador deve enfrentar, e saber quais as armas a usar é imprescindível para ganhar as batalhas que acontecem no mercado empresarial. Por isso, outro ponto a ser destacado é criar formas de inibir esse não pagamento. Uma delas é a venda através de cartões: de crédito e de débito.

Usar da criatividade é também uma das formas de tentar reduzir a inadimplência. Por isso, quanto mais formas a empresa tiver para inibi-la, certamente, menor será a taxa de inadimplência. Por fim, ter um setor jurídico competente ou contratar uma empresa de cobranças também pode ajudar nessa luta que é receber dos caloteiros.

Estórias da Administração – Parte II

Postado em Administração Geral, Opinião em 04/11/2009 por ralphneves

Pedro é de uma família de empresários. O seu pai era dono de uma mercearia, que após o seu falecimento, ele assumiu a direção. Seus tios também são administradores. Um é dono de restaurante. O outro de um bar. O terceiro de uma papelaria. Enfim, está no sangue o empreendedorismo da família. Será?

Após o falecimento de seu pai, Pedro assumiu os negócios da família, por ser o filho mais velho. A mercearia era o ganha-pão da família, não era uma fonte de riquezas, mas garantiu o estudo dos filhos e ainda propiciava a todos uma condição financeira boa.

Para mostrar às pessoas, principalmente aos clientes, que ele era um Administrador diferente do seu pai, Pedro resolveu inovar. Cortou todos os ‘fiados’ da empresa. Aquela velha caderneta deu lugar aos cartões de crédito e débito. A caixa registradora foi substituída por um computador de última geração. As portas de ferro por portas de vidro. Até o piso Pedro resolveu trocar, porque achava muito feio o antigo.

Enquanto Pedro se preocupava em mudar o visual da mercearia, instalou-se no mesmo bairro um concorrente vindo de fora da cidade. Abriu uma mercearia também, sem luxo, sem pompas, mas que buscava atender bem os seus clientes. Ofertou boas promoções e instituiu o Cartão Fidelidade para os clientes. À medida que o consumidor comprava, ele ganhava descontos em outros produtos. O ‘fiado’ era evitado, mas se não tinha jeito, o dono aceitava.

Resultado da estória: a mercearia de Pedro faliu em poucos meses. Ele não conseguiu obter o retorno do dinheiro que investiu na inovação do ponto de venda nem tampouco dos processos de vendas a prazo. O seu concorrente ganhou sua clientela, somente oferecendo algo que todo mundo quer: bom atendimento.

Pedro é um dos muitos brasileiros que viram o seu negócio fechar, não por culpa do mercado, mas pela sua incompetência ou despreparo para entender o mercado. Devemos sempre nos perguntar aos nossos clientes: o que vocês desejam? A velha caderneta ou o cartão de crédito? Um ambiente chique ou um lugar aconchegante? Atendentes bonitas ou bons atendentes?

Pensem nisso! Nem sempre o que é novo e moderno é sinônimo de qualidade na visão dos clientes.

Estórias da Administração – Parte I

Postado em Administração Geral, Opinião em 03/11/2009 por ralphneves

Hoje e amanhã vou contar duas estórias de Administração. São verídicas, mas por precaução vou usar nomes fictícios, lugares irreais e datas falsas. Desejo com essas narrativas que o leitor se descubra em alguma empresa parecida ou que tenha vivenciado algo semelhante ao que vou contar. O objetivo é não agirmos da forma como tais organizações agiram. Vamos lá.

Celso era empregado de uma padaria. Estava ali há 10 anos. Conhecia de tudo um pouco, mas se adaptou mesmo foi na área de produção. Certo dia, por um problema com a qualidade dos pães produzida, Celso foi demitido. Pegou o dinheiro do acerto e decidiu abrir seu próprio negócio.

Passados alguns meses, eis que surge a oportunidade. Uma padaria no seu bairro estava à venda. Deu uma entrada e financiou o restante. Celso acreditava que por ter trabalhado numa padaria, poderia “tocar” o negócio tranquilamente. Ledo engano. A princípio não conseguia atrair funcionários para trabalhar como padeiros, principalmente no turno da noite.

Descobriu (tardiamente) que existia uma figura importantíssima que o auxiliaria na administração da empresa, o contador. Mas, diante de todos os percalços, Celso iniciou suas atividades. Já no primeiro ano ficou devendo o INSS dos funcionários, sendo que dois deles não trabalhavam com carteira assinada, e ele acabou “fazendo” um acordo. O pagamento deles saía sempre atrasado, os fornecedores também sofriam para receber. Os clientes, que já não eram muitos, também reclamavam.

O final dessa estória, todos já conhecem. Passados mais alguns meses, o empreendimento foi à falência. Celso hoje é empregado de loja de roupas. A estória pode parecer triste, mas para aqueles que não conhecem de Administração, o final é sempre o mesmo. Falência.

As pessoas precisam entender que o ponto de partida de qualquer empreendimento de sucesso é o Planejamento. Depois conhecer com afinco o negócio em que vai atuar. E uma ferramenta importante nesse momento é o Plano de Negócios. É ele que vai direcionar o empreendedor ao sucesso, ou à desistência, devido a falta de viabilidade do projeto.

O Fim da Crise

Postado em Opinião em 02/11/2009 por ralphneves

Fiquei sabendo esses dias que a Crise econômica que assolou o mundo, acabou! Será? Podemos mesmo confiar que tudo está tranqüilo novamente e que ficaremos despreocupados, pois tudo já passou? Sinceramente, acho que não. Por isso, vou aqui provocar o meu leitor, que, diga-se de passagem, é perspicaz e questionador.

Qual seria o saldo dessa crise? Diversas demissões, redução de impostos, maior controle sobre as finanças pessoais. Não se pode dizer, portanto, que o saldo é positivo ou que é negativo, mas que algo mudou, isso mudou. Dizem que “é na crise que se cresce” e eu concordo com essa máxima.

A crise trouxe para todos, sem exceções, a lição que não podemos confiar literalmente no mercado, que devemos poupar, que necessitamos, acima de tudo, ter maior controle sobre nossas finanças. Chega de empréstimos desvairados, de gastos indevidos. É hora de dar um basta no “achismo” e começar a pensar e agir de forma mais racional.

O fim da crise (se é que ela acabou mesmo) teve resultados positivos e negativos, como se pode notar. Mas, fico pensando nas empresas que “aproveitaram” dela para demitir funcionários, negar pedidos, ludibriar fornecedores e credores, sempre com a mesma desculpa: A Crise Econômica.

E agora? O que as empresas vão dizer? Tudo parece estar de volta à normalidade, o momento vai se tornar bom novamente. E aí, o que vai acontecer? Novas demissões? O lucro também estará de volta, será que vão surgir novas contratações? Possivelmente não. Porque na crise tudo está ruim, e na fase boa, tudo está mais ou menos.

A crise acabou, mas para muitos ela irá persistir, porque o problema não está no mercado e sim, em algumas empresas. Para muitos, essa notícia é ruim, porque quem ousa e tem criatividade, certamente aproveitou muito bem desse momento negro do mercado econômico.

Administração Financeira

Postado em Administração Geral em 28/10/2009 por ralphneves

Administrar não é tarefa das mais simples, administrar as finanças por sua vez é ainda mais complicado. Por quê? Porque estamos lidando com o dinheiro da empresa, estamos falando do capital da organização, de como ele está sendo aplicado e, principalmente, do coração da empresa, de onde tudo começa e termina.

Todos nós, simples mortais, trabalhadores do dia-a-dia, procuramos intensamente melhorar nossas finanças, seja economizando os gastos, seja tentando perceber um salário maior ou ainda outras rendas. Sabemos o quanto é difícil conseguir isso, mas também devemos saber que se torna muito mais árduo quando não temos um controle financeiro de nossos gastos, bem como não planejamos as nossas finanças pessoais.

Se administrar o seu salário e suas contas já é difícil, imaginem então administrar uma empresa, onde é gerada receita de milhares e até milhões de reais. Mas, vale lembrar, não é somente “cuidar” desse dinheiro usando as ferramentas da Administração Financeira, e sim tomar medidas que visem a aumentar essa receita, bem como reduzir também os custos da organização.

Dentre essas medidas, encontramos três decisões básicas que devem ser tomadas pelo Administrador Financeiro, sendo elas:

Decisões de Investimento – a empresa deve decidir onde investir, quanto investir e quando será o retorno desse investimento. Exemplo: surge a oportunidade de compra de uma outra empresa, ou até mesmo a inserção de um novo produto no mercado. A pergunta é: será que devo investir?

Decisões de Financiamento – a empresa deve decidir se adquire um financiamento, aumentando assim o seu Passivo. Exemplo: necessito trocar parte do maquinário da empresa, mas não tenho capital, todavia, essa troca aumentará a minha produção, prevendo futuros ganhos. Devo tomar o dinheiro emprestado? Essa é a pergunta a ser respondida.

Decisões de Dividendos – a empresa decidirá se o lucro obtido no exercício será reinvestido na organização ou será dividido entre os sócios. Exemplo: tenho um lucro líquido de R$ 100.000,00. O que fazer com esse dinheiro? Investir na estrutura ou processos da empresa ou dividi-los entre os sócios?

É por isso que é relevante a Administração Financeira, pois é ela quem terá a resposta certa para todos os questionamentos. É um cargo de responsabilidade, e a pessoa que o ocupa deve ser referência, pois essa função é a mais importante depois do Presidente.

Eduardo ou Mônica?

Postado em Administração Geral, Opinião, Recursos Humanos em 27/10/2009 por ralphneves

Quem é fã da banda Legião Urbana, certamente sentiu saudades ao ler o título deste texto. Uma de suas belas canções tem o nome de “Eduardo e Mônica”. A música fala da história de duas pessoas que se conheceram, mas que eram bem diferentes no comportamento, nas idéias e atitudes. No nosso caso é ‘Eduardo ou Mônica’. E é sobre eles que vamos falar.

Certo dia, alguém me abordou e fez duas perguntas: “Você prefere trabalhar com homens ou com mulheres?” “Se você fosse empresário qual dos sexos você contraria?”

Como podem ver as perguntas não são simples, mas vou respondê-las. Vejam só. Homens e mulheres são diferentes, isso é óbvio. Pensam e agem também de forma distinta. Porém, os dois têm peculiaridades que traduzem em virtudes e defeitos que trarão benefícios ou não para as empresas, no seu ofício diário. Vamos a elas.

Mulheres são mais organizadas e cuidadosas. Costumam ser referência no atendimento, por serem mais polidas. Por isso, é interessante ter alguém do sexo feminino nessas áreas onde é preciso encantar o cliente e recebê-lo bem.

Homens têm mais facilidade com números. Portanto, o seu trabalho é melhor na retaguarda da empresa. São bons em cálculos e costumam ter foco no atingimento de metas. Sabem trabalhar em equipe e se dedicam ao trabalho para conseguir os seus objetivos.

Por outro lado, alguns empresários não gostam de contratar mulheres, porque não se relacionam bem (principalmente com outras mulheres), por vezes gostam de fofocas e não aceitam muito bem a competitividade. Além disso, há o “problema” da gravidez que as afastam do serviço temporariamente. Homens também não são perfeitos, uma vez que também não têm facilidade em assimilar críticas, e não são tão organizados.

Sinto muito, mas chego ao final do texto sem opinião definida. Sendo empresário eu ia preferir contratar alguém que se encaixasse melhor na vaga. Por isso, é preciso ter um estudo de cargos e funções, para melhor adequar às pessoas. De tudo isso, por fim, homem ou mulher, não importa, o que vale é a competência, porque essa sim será o diferencial do empregado.

Qual a melhor empresa para trabalhar?

Postado em Comportamento, Opinião em 26/10/2009 por ralphneves

Acredito que todos querem conhecer essa empresa, enviar currículo para o seu setor de RH e ser contratado. É a melhor para se trabalhar. Mas qual é a melhor empresa para trabalhar? Em minha opinião, é a que você está agora.

Antes que me xinguem, vou explicar. Escutei certa vez uma frase que dizia mais ou menos assim: “O profissional de sucesso escolhe os seus clientes”. O bom professor poderia então escolher seus alunos. Certamente ele trabalharia somente com aqueles que desejam aprender, os demais seriam alunos de outro profissional, possivelmente que não fosse tão bom.

O leitor mais afoito perguntaria: qual a relação do título do texto com a frase sobre o profissional de sucesso? Explico. Não existe empresa perfeita! Todos nós sabemos disso. Todavia, somos nós – colaboradores – que devemos nos adaptar a elas e não elas a nós.

O profissional de sucesso sabe que o segredo está nele. ‘Culpar’ é diferente de ‘Agir’. Alguns profissionais preferem por a culpa nas organizações, pelo seu fracasso profissional pessoal. Poderiam agir, em vez de procurar culpados. Permanecer na empresa maldizendo, criticando não vai alterar em nada sua situação. O profissional que quer ter sucesso sai da empresa antes mesmo de começar a denegri-la.

Por isso digo e repito. A melhor empresa para trabalhar é a que você está no momento, pois é ela quem paga seu salário, seu sustento e que lhe dá condições de sobrevivência. Se ela é ruim ou não, não vou discutir. Porém, acredito que você é quem deve mostrar ser ruim ou bom profissional saindo dela e buscando algo melhor para você.

Contudo, é importante frisar. Você é um profissional capaz de conseguir uma melhor colocação no mercado? Você tem competência para isso? Se sua resposta for positiva, tenho certeza que conseguirá algo melhor. Entretanto, se for negativa e você camuflar isso, certamente continuará no mesmo lugar, buscando culpados para os seus fracassos.

Horas Ociosas

Postado em Administração Geral, Comportamento, Opinião em 21/10/2009 por ralphneves

Quem trabalha, independente do lugar, sabe que tem horas ociosas durante o seu horário de serviço. Horas ociosas, para quem não sabe, são aquelas nas quais você não produz. É a hora do cafezinho, do lanche ou mesmo do bate-papo ao vivo ou on-line. Hoje, com a modernidade da internet, muitos as gastam navegando pela internet.

Horas ociosas surgem quando não há planejamento e também por culpa de quem manda. Vou explicar as duas situações. Na primeira situação, temos as atividades e processos que são realizados na organização. Para que elas aconteçam, precisamos de pessoas, de recursos humanos. Então se calcula quantas pessoas são necessárias para desempenhar tais funções.

Geralmente se planeja mal, e aí sobram pessoas, principalmente quando se trata de serviço público, por causa das indicações políticas. Nas empresas privadas, esse planejamento é mais rigoroso, mas mesmo assim existem as distorções, principalmente quando alguns trabalham e outros somente assistem aos colegas trabalhando.

Numa segunda situação, eu digo que a culpa é do chefe, ou de quem manda, ou ainda de quem está na gestão da empresa. Os donos de empresas, principalmente as de pequeno porte, insistem em ‘forçar’ o trabalhador a cumprir suas 8 horas diárias, mesmo sabendo que não há o que fazer. Exemplo claro disso são os escritórios que funcionam aos sábados pela manhã. Vivem às moscas, mas o funcionário deve estar lá cumprindo seu horário.

Pergunto-me sempre: para que? Por quê? Na minha humilde opinião, muitas empresas poderiam passar a trabalhar 6 horas por dia, sem prejuízo de produtividade. Exemplo: quatro funcionários trabalhando 8 horas por dia, dependendo da atividade, poderiam ser substituídos por três trabalhando 6 horas por dia, sem prejuízo de horário, sem o fechamento da empresa no horário de almoço.

O que importa, em minha visão, não é o tempo que você passa dentro da empresa, mas o quanto você produz quando está nela. Trabalhar 8 horas não é sinônimo de produtividade e sim de produção. Tem pessoas que não conseguem produzir bem pela manhã, então porque não adequá-las a trabalhar à tarde? E vice-versa.

Importante, então, não é ‘freqüentar’ o trabalho e sim desenvolver de forma otimizada o seu ofício.

“Enquanto descanso, carrego pedra”

Postado em Comportamento, Motivação, Mudança, Opinião em 20/10/2009 por ralphneves

Essa é uma daquelas frases mais famosas e antigas que escutamos. Quando alguém trabalha muito ou pelo menos acha que trabalha, sempre profere essa expressão. Mas será que é sempre assim? Será que isso é bom ou ruim? A partir da frase vamos discutir e tentar chegar a algumas conclusões.

Descansar é preciso! Todos nós sabemos disso. O trabalho para a maioria das pessoas é um sacrifício, algo ruim, obrigatório. Para outras, o fardo não é tão pesado, talvez por isso é que elas trabalhar mais e mais. Por isso, o segredo do sucesso, e que estamos cansados de ouvir é: fazer o que gosta!

Contudo, não basta somente fazer o que gosta, é necessário mesmo trabalhar e muito. Esse ‘enquanto descanso carrego pedra’ pode ser interpretado também como ‘estar atento às mudanças e pensar no futuro’. Vou explicar.

Você pode ser um sujeito feliz no seu serviço, ganha razoavelmente bem, está estável, mas isso é sinônimo de acomodação? Não. Enquanto você trabalha, pode também usar horas ociosas para estudar, visando passar num bom concurso. Assim como, pode também usar seus finais de semana para ler, escrever, refletir, estudar, visando também crescer profissionalmente.

Hoje, sinceramente, acredito que as pessoas de sucesso fazem isso. Elas não perdem tempo assistindo novelas, falando da vida alheia, ou se importando se o seu colega de trabalho está fazendo o serviço bem feito. Profissionais de sucesso estão trabalhando enquanto você, eu e a maioria descansamos. Ainda que estejam em algum evento, estão fazendo contatos, buscando oportunidades. Enquanto você ‘enche a cara’ na festinha da empresa, o seu colega faz contatos para tentar promoções.

Trabalhar não é simplesmente ‘pegar no pesado’, mas sim usar bem a inteligência que Deus lhe deu visando melhorias no seu serviço e no ambiente que o cerca.

É isso aí, caro leitor, trabalhar é ruim quando você não tem perspectivas de melhorias, mas essas perspectivas é você quem as cria. Portanto, não descanse nunca!