Despedida

Postado em 1 em 01/12/2009 por ralphneves

É com tristeza que escrevo hoje meu último texto no blog: www.ralphneves.com. Foram 355 textos publicados, a maioria falando em Administração, outros tantos sobre Comportamento, Motivação e sobre o próprio ser humano.

Nunca tive a intenção em nenhum dos textos que fiz, de “enfiar goela abaixo” alguma teoria ou qualquer assunto. Sempre deixei espaços para discussões e busquei mostrar os dois lados de tudo, vantagens e desvantagens, pontos positivos e negativos. Tudo isso para que nada fosse colocado de forma imperativa.

Não sou o dono da verdade e nem pretendo ser. O que entendo de Administração de Empresas conquistei nos bancos da faculdade, na experiência profissional e na leitura de livros, revistas e artigos. Pois, acredito que o conhecimento só é sedimentado quando o buscamos nas fontes corretas.

Para aqueles que gostam ou desejam escrever, cantar, dançar, enfim, realizar qualquer atividade, é preciso simplesmente COMEÇAR. É necessário aparecer, mostrar a cara, dar sua opinião, sem medo das críticas.

Como bom defensor da mudança, a partir de hoje implemento algumas em minha vida, principalmente na profissional. Espero em 2010 que tais mudanças se consolidem para que eu alcance os meus objetivos. Para tanto é necessário que algumas atitudes sejam tomadas, e a primeira delas é o encerramento do Blog.

Gostaria de agradecer imensamente ao meu público, meus queridos leitores, assíduos e não-assíduos, que de uma forma ou de outra, contribuíram sensivelmente para meu crescimento profissional e do meu site. O que seria do músico se ninguém parasse para escutá-lo? O que seria do escritor ou de um simples blogueiro, se ninguém “perdesse” alguns minutos do seu dia para ler os textos? Por isso, meu eterno agradecimento.

Um grande abraço a todos e até qualquer dia!

O que as empresas querem…

Postado em Opinião em 30/11/2009 por ralphneves

Você acaba de ter a informação que há uma vaga de trabalho na empresa “XY Ltda.” Pensa então no feitio do seu currículo. Quais informações constar? Vou responder.

1 – Nada de colocar números de documentos, você só os informará quando for contratado. Se a empresa necessitar você será informado,

2 – Se você tem curso superior, para que informar aonde você cursou o Ensino Fundamental e Médio?

3 – Cursos básicos de informática também não são mais exigidos, porque a empresa entende que ter conhecimento em informática é obrigatório e não diferencial;

4 – Nunca minta! Dizer que se tem conhecimento em Inglês ou outro idioma é arriscado. Se fizerem algum teste, será que você irá bem? Cuidado!

5 – Nada de currículos extensos, com histórias, informações desinteressantes. Lembre-se que quem vai ler o seu currículo não tem muito tempo e geralmente é alguém objetivo.

Entenda, amigo leitor, que as empresas querem pessoas competentes, mas acima de tudo motivadas, dispostas ao trabalho, pessoas com disponibilidade de tempo, disponíveis para viagens, que agreguem valor ao seu ofício. Empresas desejam ter em seu quadro de funcionários, pessoas que saibam trabalhar com metas, que sejam objetivas, que gostem de trabalhar em equipe, que se relacionam bem, e, principalmente, que foquem o seu trabalho em atingir os resultados da organização.

Por fim, vai uma dica tão importante quanto às demais: Estude a empresa na qual você pretende trabalhar. Busque informações sobre ela, como políticas, missão, visão, objetivos e valores. Muitas vezes você quer a vaga, mas a empresa não conjuga dos mesmos ideais que você. Além disso, é relevante conhece-la, pois isso contará pontos importantes na hora da seleção.

Luta de Poderes na Empresa

Postado em Opinião em 25/11/2009 por ralphneves

Em todos os ambientes que conhecemos ou vivemos tem sempre a luta por poder. Isso é inevitável! Na família, no trabalho, na escola, em qualquer contexto, enxerga-se claramente que há disputa por poder, ainda que este poder não envolva finanças, mas sim, no mínimo prestígio perante aos demais.

Nas empresas, que é o nosso foco, a luta de poderes é intensa. A primeira delas é entre os colaboradores de um mesmo setor. A briga é por promoção, por um cargo melhor, muitas vezes até mesmo por um elogio. O problema dessas lutas é que elas podem gerar conflitos e aí, o gerente certamente terá dor de cabeça.

A segunda luta por poder acontece em nível gerencial. Cada gerente de setor busca por benefícios e melhorias para o seu próprio setor. Há também a questão “de aparecer”. Cada qual quer sempre fazer mais e mais, para que às vistas do chefe, seja elogiado e também almejar um cargo melhor.

A terceira luta de poderes pode ser vista entre chefe e subordinado. Em algumas empresas percebe-se que os funcionários lutam de forma bastante evidente com os seus superiores. Essa luta, por vezes, é até desleal, uma vez que quando a equipe está contra o seu superior, nada é feito de positivo e aí, acontece da mesma forma que no futebol. Quando o time não ganha, o técnico é demitido.

A quarta e última luta que acontece é mais comum. A luta entre empresas e empregados. Os donos das empresas ou empresários querem bons funcionários, pagando uma remuneração baixa e exigem resultado e produtividade. Por sua vez, os colaboradores buscam melhores salários e ambientes melhores para o trabalho e quando estão insatisfeitos tomam duas atitudes: procuram um emprego melhor ou ficam no mesmo criticando a empresa.

É importante reforçar a idéia de que a luta entre as pessoas sempre vai acontecer e é útil para a melhoria dos processos e do próprio ambiente de trabalho. O que devemos lembrar, contudo, é que dessas lutas podem acontecer os conflitos, e estes se mal resolvidos podem gerar conseqüências mais graves.

FUNCIONÁRIOS e funcionários

Postado em Comportamento, Opinião em 24/11/2009 por ralphneves

 Existem FUNCIONÁRIOS e funcionários. Uns com letras maiúsculas, outros tão pequenos que mal conseguimos enxergá-los. FUNCIONÁRIOS bons são aqueles que vestem a camisa da empresa, ainda que a empresa não seja o melhor time para se jogar. Funcionários ruins são os que somente criticam e não tentam ver o lado da empresa.

FUNCIONÁRIOS se capacitam e não esperam que a sua empresa faça algo por eles. Funcionários medianos tentam sugar a empresa e ficam à espera de um favor, de algo extraordinário aconteça. FUNCIONÁRIOS sabem que mesmo que não permaneçam naquela organização, eles têm capacidade de conseguir algo melhor porque têm a noção exata de que tentam fazer o melhor. Funcionários ruins não se preocupam em perder o emprego, isso porque qualquer outro emprego será ruim e eles continuarão falando mal de todas as empresas.

Hoje, as empresas buscam os FUNCIONÁRIOS. Todavia, não querem pagar bem por eles. E acabam se contentando com os funcionários. FUNCIONÁRIOS de verdade não ficam muito tempo no mesmo lugar, porque geralmente são contratados por empresas maiores. Funcionários ‘pequenos’ duram mais tempo, até que o patrão se canse da presença dele e do seu mau serviço prestado, ou então, o próprio funcionário resolva tomar atitude e se tornar um FUNCIONÁRIO.

Resta saber, caro leitor, o que você deseja ser. Um FUNCIONÁRIO ou um funcionário. A decisão está em suas mãos e quanto antes você decidir, mais chances você terá de alcançar os seus objetivos e ter um futuro melhor.

Cursos à distância

Postado em Opinião em 23/11/2009 por ralphneves

A moda agora é curso à distância. Para as empresas isso foi um ‘achado’. Por quê? Porque os cursos à distância têm muita qualidade, além de terem um baixo custo. Para as empresas que desejam reduzir seus custos e ainda capacitar seus funcionários, o curso à distância atende de forma eficaz aos seus objetivos.

Todavia, devemos sempre pontuar as vantagens e desvantagens dessa forma de capacitação. A modalidade EAD, por exemplo, tem um ponto negativo relevante, que é a disciplina do funcionário participante do curso. Ou seja, é ele quem planeja seu tempo e suas ações no curso. Dependendo do interesse desse colaborador, o curso pode ser bom ou ruim para a empresa.

Outra desvantagem é o controle que a empresa tem sobre a freqüência do curso e qual o retorno que ele dará para a organização. Se o que deve ser visto é importante para a empresa, e os funcionários não têm o conhecimento sobre isso, e a equipe não é tão responsável, as conseqüências podem não ser as melhores.

Mudando o foco, e falando das vantagens, vemos alguns pontos positivos. O primeiro deles é o custo. A empresa pode oferecer uma capacitação para uma quantidade maior de colaboradores, sem a necessidade de gasto com diárias, viagens etc.

Hoje, a gama de cursos à distância com qualidade é muito grande. Há empresas especializadas a oferecer esses cursos. Mas, é necessário lembrar também, que o funcionário deve ter o mínimo de conhecimento para que possa operar um computador com internet. Isso é básico!

Sem dúvida, a tecnologia, ou melhor, o avanço dela deve ser aproveitado da melhor maneira possível pelas empresas. O uso de ferramentas tecnológicas agrega bastante valor e torna as organizações mais competitivas. Para tanto, é interessante que os gestores da empresa conheçam com afinco o curso à distância e consigam controlar os resultados obtidos pelos funcionários após os estudos.

O Espelho

Postado em Comportamento, Liderança, Opinião em 18/11/2009 por ralphneves

Quando estudamos Liderança, que é um tema bastante atual, lemos uma palavra bastante comum em todos os textos, REFERÊNCIA. E a referência que buscamos para o entendimento nada mais é do que alguém que tentamos parecer, é aquela pessoa na qual nos espelhamos.

Ao estudarmos também sobre os tipos de Poder, vamos encontrar o Poder de Referência, que é aquele exercido pelas pessoas sem que elas percebam, notem. É sobre isso que vamos falar neste texto, porque considero, sem dúvida alguma, que o seu espelho pode ditar o seu futuro como profissional ou mesmo como ser humano.

Desde crianças aprendemos a ter alguém como referência. Geralmente o nosso espelho é o pai ou a mãe. Queremos ser fortes como eles, ser responsáveis, mandar e desmandar, enfim, enxergamos neles, principalmente no pai, a figura do líder. Em alguns casos, pode ser o tio bem sucedido ou o mais amigo, também um primo ou mesmo o irmão mais velho.

A partir de então, quando entramos para a escola, são os professores que passam a ser nossos ‘líderes’ e é neles que nos inspiramos, querendo ser iguais profissionalmente. Com o passar da idade, também descobrimos ídolos na televisão, no local de trabalho, nos amigos e em outros grupos.

A escolha desse “espelho” é importantíssima, porque a partir disso, é que vamos moldar nossas ações para tentar ser ir igual àquela pessoa. Todavia, vale lembrar, que nem sempre o bom exemplo de ontem, pode ser visto como de hoje. As pessoas mudam e acabam, muitas vezes, nos decepcionando.

Como exemplo, para melhor ilustrar a situação, tive um amigo cujo ídolo era seu professor, principalmente por sua postura em sala de aula, sempre passando conhecimento, mas de uma forma mais lúdica, mais despojada. Após certo tempo, ele descobriu que esse professor usava drogas sempre antes das aulas, era isso que o motivava tanto em sala de aula. Resultado, o ídolo virou vilão, e o espelho quebrou diante da decepção.

É sempre bom nos espelhar em alguém, mas da mesma forma é preciso tomar cuidado para que esse espelho não esteja refletindo em nós algo negativo e que poderá nos prejudicar tanto pessoalmente quanto profissionalmente.

Paciência: Virtude de um bom Administrador.

Postado em Comportamento, Opinião em 17/11/2009 por ralphneves

Devo confessar que essa virtude é procurada por muitos, inclusive por mim. A Paciência. Essa coisa de esperar, de longo prazo, de aguardar uma boa oportunidade, é algo que deve ser trabalhado muito bem na mente do indivíduo. E é sem dúvida, uma das principais qualidades do Administrador.

Diferente dos orientais, nós, brasileiros, não temos muita paciência, não sabemos muito bem planejar, pensar no futuro. Temos a cultura do imediatismo, de resolver os problemas na hora, onde muitas vezes não está a solução para eles. Pensamos sempre no presente, no agora, neste momento, quando deveríamos ter paciência, e esperar a melhor oportunidade.

Na Administração é notória a importância da paciência, principalmente quando se começa um novo negócio. O novo empresário, geralmente, deseja ter o retorno imediato do que investiu, mas sabemos que isso não é fácil. Dependendo do ramo de negócio e do valor investido, são dois anos para rever o dinheiro aplicado.

Por isso, aquela palavra que tanto uso em meus textos e que é tão mencionada nos livros de Administração, deve ser aqui relembrada: Planejamento. Planejar é preciso sempre. E quem tem paciência, consegue fazer seus planos e alcançar os resultados no futuro.

Há quem defenda que devemos viver o presente, pois não sabemos se estaremos vivos no futuro. Todavia, se não nos prepararmos bem no presente para o futuro, pode ser que nem o presente vamos viver. Assim também acontece com as empresas. Jamais conheceremos o futuro de nossa empresa, se não plantarmos desde hoje a semente para que ela cresça e vire uma organização forte no futuro.

Portanto, vale ressaltar, ter paciência é essencial para quem quer ter sucesso tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

O dia-a-dia de uma empresa

Postado em Administração Geral, Opinião em 16/11/2009 por ralphneves

Escuto de vez em quando algumas pessoas dizerem que administrar é simples, que nem de formação o sujeito precisa para ser dono de uma empresa. Concordo. Para ser dono basta ter o capital e inicia-la. O difícil, como sempre digo, é manter a empresa, principalmente no topo do mercado.

Mas, não estou aqui para discutir este assunto e sim falar sobre o dia-a-dia da empresa, que, na minha humilde opinião não é tão simples como se parece. As pessoas muitas vezes se enganam e olham para o empresário ou para o Administrador, e logo pensam: “Esse cara é de sorte. Está com a vida ganha”. Porém, garanto que não é bem assim.

O dia-a-dia de uma empresa é bastante tumultuado. Para tanto, selecionei algumas situações para que você, caro leitor, opte na hora de tomar sua decisão, e veja o quão é complicado administrar. Vamos a elas:

1ª situação: você tem dois ótimos funcionários e vê a necessidade de ter um novo gerente de uma nova área. O que fazer? Escolhe o primeiro, sabendo que o segundo pode pedir demissão. Escolhe o segundo, sabendo que o primeiro pode sair. Coloca um terceiro funcionário ou contrata alguém de fora?

2ª situação: sua empresa está crescendo e os clientes começam a reclamar da sua estrutura física que está pequena e precisando de reparos. O que fazer? Aluga um novo prédio pagando aluguel mais caro? Faz algumas reformas básicas para mostrar ao cliente que fez, mas com algum custo? Abre uma filial? Ou compra um terreno e decide construir uma nova sede para a empresa?

3ª situação: você está passando por dificuldades na empresa e a única solução que encontrou foi a demissão de um funcionário. O que fazer? Demitir aquele funcionário mais novo, mas que você um grande potencial ou demitir o mais velho, que apesar de não ser muito bom de serviço, tem esposa e filhos?

Realmente são situações difíceis, que como podem ver, requerem do Administrador decisões rápidas e certas. Por isso digo que, no dia-a-dia da empresa, são esses contextos que tornam os gerentes, donos, supervisores, chefes, ou seja, lá que nome se dá, pessoas importantes e que são pagas para resolver os problemas.

Pesssoas: o fiel da balança!

Postado em Comportamento, Recursos Humanos em 11/11/2009 por ralphneves

Vamos mais uma vez falar sobre pessoas, pessoal, recursos humanos, enfim, qualquer terminologia que signifique gente. O tema é polêmico, porque quando falamos de ser humano, as coisas parecem tomar uma proporção bem maior que o pretendido. Por isso, é preciso ter discernimento e compreender que pessoas e empresas precisam se entender para que tudo dê certo.

“Mexer com gente é difícil”. É a frase dita e preferida por todos. Mas, sabemos também que é preciso saber lidar com as pessoas, pois são elas que moverão a nossa empresa para frente (ou para trás). É interessante, portanto, entender duas coisas bem básicas em Administração: pessoas podem quebrar uma empresa e pessoas podem levar a empresa ao topo.

Pois bem, falemos da primeira assertiva. “Pessoas podem quebrar uma empresa”. Conheço várias empresas que faliram por causa de sua equipe. Funcionários totalmente despreparados para trabalhar nas funções que estavam. Equipe desmotivada e mal remunerada. Pessoas que estão trabalhando porque precisam do emprego, mas que não vêem objetivos no seu serviço. Entendo que não dar importância ao ofício é até comum, mas há aqueles que parecem desejar o fim da organização. Brigam por qualquer motivo. Torcem contra. Estão esperando apenas o momento exato para requerer seus direitos na justiça. Esses podem quebrar sua empresa.

A segunda vertente é a de “pessoas que podem levar a empresa ao topo”. Ter uma equipe bem formada é essencial para o sucesso. Mas isso basta? Não. Se não tiver um líder, essa equipe não vai caminhar. A motivação fica pelo caminho e a vontade de ver a empresa crescer ficará somente com o dono dela. Para ter pessoas boas, é preciso também boa remuneração. Infelizmente a maioria dos nossos gestores não entende desta forma, pois preferem dizer: “tem um monte de gente querendo sua vaga”. Contudo, é preciso ressaltar que uma boa equipe vai fazer a diferença, desde que o comando também seja bom.

O fiel da balança vai ser a sua equipe. Se ela for motivada e competente, a tendência é de um futuro positivo. Todavia, se ela for ruim, certamente sua empresa não terá êxito. Pois como já dizia um professor meu nos tempos de faculdade: “quem faz de qualquer jeito, acaba fazendo qualquer coisa”.

O que você faz no seu trabalho?

Postado em Administração Geral, Comportamento, Opinião em 10/11/2009 por ralphneves

Outro dia estava eu a refletir sobre minha vida profissional e me fiz essa pergunta: o que eu faço no meu trabalho? Não satisfeito com minha resposta, afinal de contas, eu não vou falar mal de mim mesmo, resolvi passar a pergunta para frente, indagando alguns colegas. Achei interessante essa resposta:

“Trabalho de 7 as 17 h. Geralmente chego uns 15 minutos atrasado, pois tenho que um dos meus filhos na escola. Ao chegar à empresa, vou tomar um cafezinho na cantina, onde acabo encontrando alguns colegas e o assunto acaba rendendo: pelada do final de semana, futebol, economia etc.

Por volta das 8 horas vou à minha sala e olho os relatórios gerados por um dos meus colegas. Quando há algum problema, preciso correr atrás do prejuízo, pois até às 10 horas é preciso corrigir as falhas que porventura aparecerem nos relatórios. Quando nada de grave acontece, aí sim vou para a internet olhar meus e-mails, vê se há alguma novidade.

Caso tenha alguma mensagem do chefe, é correr para resolver. Em caso negativo, posso abrir todas as mensagens e também entrar em outros sites para ver as notícias do dia. Por volta das 9:30, o pessoal torna a se reunir na cantina para o lanche e colocar os assuntos em dia.

Após esse intervalo, volto à sala e vejo se há alguma pendência ou algo muito urgente para ser resolvido. O horário de almoço é de 11 às 13 horas. À tarde, também chego atrasado uns 15 minutos, pois preciso levar o outro filho à escola. Como de costume, aquele cafezinho para ‘cortar’ o sono e comentar o noticiário da hora do almoço. Depois disso, serviços de rotina, como preparar alguma correspondência, despachar alguns itens, dar andamento a alguns processos etc. Às 15 horas, intervalo para o lanche. Por volta de 16:45 h tenho que ir embora, pois ainda tenho que buscar meu filho na escola.”

Depois desse relato fico me perguntando: será que trabalhamos mesmo? Esse relato é uma exceção ou é a regra? Segundo alguns estudiosos, vai chegar o tempo em que não existirá mais trabalho fixo e sim prestação de serviços. Você será contratado para resolver alguns problemas e não terá horário fixo, receberá pelos resultados alcançados. Será que isso realmente vai acontecer? Com a palavra, meus leitores.