Segundo pesquisas, cerca de 90% das empresas nacionais são familiares. Dentre elas, podemos destacar algumas como a Votorantin, Gerdau, Globo, Grupo Pão de Açúcar, dentre outras tantas.
Porém, não vamos aqui falar do sucesso das empresas familiares, porque ele já é conhecido, basta acompanharmos o noticiário para vermos o quanto essas empresas acima citadas são sólidas economicamente.
Falaremos então dos perigos e das necessidades que uma empresa familiar precisa ter, para que alcance o sucesso tão almejado. Vejamos então alguns pontos relevantes que devem ser observados:
Liderança – a falta de um líder na empresa familiar pode causar vários prejuízos à organização. Todavia, a escolha dele não é tão simples, ainda mais considerando que tal escolha deve ser feita entre os familiares, o que pode gerar conflitos, principalmente no tocante às vaidades de cada membro da família.
Planejamento – parece até brincadeira, mas ainda é ausente em muitas organizações essa ferramenta tão importante na administração das empresas. Nas familiares então, nem se fala. O fundador inicia as atividades da empresa familiar, porém, muitas vezes não planeja o seu crescimento, não define objetivos e estratégias, e, principalmente não planeja sua sucessão.
Tomada de decisão – através da leitura de casos de empresas familiares é possível entender o porquê de suas dificuldades, e um dos sintomas básicos da má gestão é a morosidade na tomada de decisão. Empresas que tem o seu foco em alta tecnologia, por exemplo, necessitam de decisões rápidas. Quanto tempo o mercado (fornecedores, clientes, distribuidores etc.) irá esperar até que a família se reúna e tome uma decisão?
Por fim, é preciso compreender que a empresa familiar possui suas idiossincrasias, e que, por isso, deve também agir de forma diferenciada. O que não se pode esquecer é que a vida familiar envolve sentimentos e emoções e assim deve continuar sendo, mas, quando se trata de empresas, a razão deve sempre prevalecer.