O Carnaval e suas lições

Estamos hoje curtindo a segunda-feira de carnaval. Para muitos, um momento de descanso merecido e aguardado. Para a maioria, dia de cair na folia, beber, dançar, divertir e principalmente, esquecer dos problemas.

Todavia, o carnaval mesmo sendo um momento de extravasar a alegria, pode e deve ser encarado como algo sério, dependendo do ponto de vista, da empresa ou do empregado. Senão, vejamos o exemplo abaixo.

Renato (nome fictício) tinha 22 anos. Recém-formado, havia conseguido um bom emprego numa pequena indústria do interior de São Paulo. Com um ano de casa, já era um funcionário destacado e forte candidato a alguma promoção. Eis então que chegou o carnaval. Ele costumava cair na folia e ficou sabendo que a empresa não liberaria os funcionários na segunda-feira, pois feriado só seria na terça.

O jovem então decidiu conseguir um atestado médico e assim o fez. Na terça-feira, último dia de carnaval, vestiu-se de mulher e desfilou num bloco da cidade, lá encontrando com vários colegas de trabalho, inclusive seu chefe. Brincou, se embebedou, mexeu com todo mundo e se soltou. Na quarta-feira, no turno vespertino, não conseguiu ir ao trabalho, pois a ressaca era monumental e só apareceu no serviço na quinta-feira. Um mês depois Renato foi demitido. Motivo: não tinha o perfil da empresa.

Pergunta-se: quem estava com a razão? A empresa ou o empregado? A decisão foi muito rígida ou foi adequada? Se fosse você o que faria? Antes de qualquer resposta, fica para nós duas grandes lições sobre o carnaval. A primeira é que o carnaval, como alguns acham, não é a coisa mais importante do ano. Ele passa e a vida continua. Portanto, seriedade e discernimento, são aspectos muito importantes, pelo menos para quem deseja ser um bom profissional.

A segunda lição é que “chefe é sempre chefe”. Por mais que seu superior seja “gente boa”, que ele seja o melhor chefe que você já teve, ele representa uma representa uma organização e como tal deve pensar sempre na empresa como um todo e não somente em um funcionário. As pessoas precisam separar de uma vez por todas, trabalho de lazer. Confraternizações de final de ano, carnavais ou quaisquer outras comemorações devem ser vistas apenas como uma forma de entretenimento e estreitamento de relações, jamais como libertinagem.

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